Perceber a beleza do mundo!

É difícil, com efeito, evitar um sentimento de profunda emoção perante os abismos do espaço infinito, ao contemplarmos a enorme quantidade de inúmeros mundos suspensos sobre as nossas cabeças.



Sentimos, nessa solitária contemplação do céu, que existe, no universo, algo mais do que a matéria tangível e visível: forças, leis, destinos. Os nossos cérebros de formigas reconhecem-se bem minúsculos, sem dúvida; mas sentem que há algo maior do que Terra: o céu, mais absoluto do que o visível: o invisível; superior aos assuntos mais ou menos vulgares da vida: o sentimento do belo, do verdadeiro e do bem. Sentimos que um imenso mistério paira sobre a natureza, sobre os seres e sobre as coisas.


Cammile Flammarion, astrónomo

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