A lança sagrada

Tempos atrás, a BBC – emissora pública de rádio e TV do Reino Unido – encomendou uma pesquisa sobre a crença em Deus em dez países representativos, cuja população somada equivalia a um terço dos habitantes do planeta. O resultado, em números absolutos, indicou que 92% das pessoas acreditavam na existência de um Criador ou de um “poder superior” .




No entanto, pode-se afirmar, sem medo de errar, que a quase totalidade desses bilhões de pessoas nutrem uma falsa ideia sobre como se dá a interação do Criador com Suas criaturas. Via de regra, elas imaginam que, na Sua infinita Onipotência, Ele deva conhecer os pensamentos de cada um, assim como seus mais íntimos segredos e anseios.


É muito comum, aliás, ouvirmos dos fieis, principalmente dos fieis cristãos, frases assim: “Deus tem um plano para mim”, “Sei que Deus está cuidando de mim e de minha família”, e outras semelhantes. Essas suposições demonstram um desconhecimento total de como se dá a atuação do Criador em relação à Sua obra. Ele não fica observando cada um dos minúsculos seres humanos para castigá-los ou recompensá-los. Não. Quando Ele fez surgir a Criação, já deixou impressa nelas a Sua vontade na forma de leis auto-atuantes. E são essas leis que elevam por fim a criatura humana até sua Pátria espiritual ou a aniquilam, dependendo que como aquela se coloca face a elas.


Essas mesmas leis também indicam à Fonte de toda a vida, portanto ao onipotente Criador, eventuais distúrbios do corpo da imensa obra da Criação. Na dissertação “Fenômeno Universal”, podemos ler:


“A vontade divina que perpassa a matéria através das leis fixas da natureza, como que vias férreas, pode ser chamada também de nervos da obra da Criação, que fazem sentir e anunciam ao ponto de partida, à fonte primordial criadora, qualquer desigualdade no poderoso corpo da obra.”


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